sábado, 19 de setembro de 2020

AMOR PURO ( poema)

Quanto encontrar você novamente, e vamos...

agarrarei teu pescoço, com as duas mãos.

Com toda a minha força.

Não deixarei você se esquivar, serei rápido.

Apertarei essa sua garganta seca e escamosa

apertarei seu rosto abrindo a boca gosmenta,

até ouvir claramente seu estertor moribundo.

E enfiarei o copo de vidro por entre os seus dentes,

estilhaçando em  mil  lascas cortantes.


Da próxima vez não perderei a chance, que já tive antes

e por ser demais bondoso deixei passar.

Você se lembra? quando ainda éramos inocentes

e você, sem nenhum pré-aviso ,

se transformou  nesse animal peçonhento que é agora. 

Ou foi ..


Aprendi a lição, minha deusa, fiz estágio no Butantan

e agora sei lidar com cobras.

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