Vou navegar, nesse barco de carne e de mar,
nessa pele que só deu azar, de não ser possuída.
Eu vou remar, na barragem contrária dos pés,
com meus braços que odeiam marés,
que arrebentam noutro lugar..
Tarde....cai o sol, quebra o dia, e o mar...
Vai navegar, como o ferro que rompendo a noite
fura e vara esse corpo que é morto,
simples sombra sem sol..
Vou navegar, estourado na praia de ar,
como areia sem pés pra grudar,
e que nunca mais vai viajar..
Ver melodia aqui...
https://www.youtube.com/watch?v=ak1-k5B2MDE
